A
tecnologia vem transformando absolutamente tudo ao nosso redor. A forma como
nos comunicamos, o jeito de consumir conteúdo, o compartilhamento de histórias
diárias e, claro, a forma como conhecemos artistas e ouvimos músicas. Tudo se
modificou para dar mais possibilidades ao consumidor e abrir novos horizontes
para os produtores.
Essas mudanças são alimentadas, em grande parte, pela velocidade com que
as informações rodam pelo mundo atualmente. Há pouco mais de cinco anos, era
praticamente impossível imaginar que uma música pudesse vazar para todo o mundo
antes de seu lançamento oficial. Atualmente, isso é algo banal no mundo da
música.
A evolução da indústria
musical se mistura com a evolução das mídias e formatos de distribuição, desde
os discos de vinil, passando pelo rádio, as fitas K7 e os CDs, até chegar ao
MP3. Se antes, para fazer sucesso, era preciso estar dentro de uma gravadora
influente, hoje só é preciso ser bom e, de alguma forma, cair no gosto do
público.
Mas
qual foi o grande ponto de virada da indústria? Tudo começou ainda na década de
90, mais precisamente em 1998. Enquanto no Brasil os mais moderninhos usavam
discmans (reprodutores portáteis de CDs) para ouvir suas músicas, na Coreia do
Sul a Saehan criava o primeiro aparelho para reprodução de MP3.
Em
2001, o “boom” da mobilidade explodiu. Steve Jobs anunciava o que viria a ser a
maior febre da década: o iPod. Ele foi apresentado apenas alguns meses após o
lançamento do iTunes, a loja da marca que permite comprar músicas em formato
digital.
O
encerramento das transmissões da MTV brasileira como canal de música na televisãoaberta
marcou o final de uma era e, ao mesmo tempo, demonstra muito bem a forma como a
popularização das redes sociais e a internet em geral mudou o consumo de
conteúdo musical.
A
mudança começou em 2005, com a criação do YouTube. A rede de compartilhamento
de vídeos deu início à grande parte da acessibilidade que temos hoje.Em poucos
anos, o YouTube virou um fenômeno e as gravadoras começaram a perceber que ele
era um poderoso instrumento para a divulgação de bandas.
Em
2009, o YouTube já era chamado de “A nova MTV”, algo que foi potencializado ao
longo dos últimos anos. Canais exclusivos de gravadoras e grupos de
entretenimento, como o VEVO, começaram a priorizar a promoção na internet,
levando a exclusividade que antigamente era de rádios e canais de televisão
para a web.
Automaticamente,
os anunciantes seguiram as gravadoras, transferindo investimentos para canais
online. Com isso, o crescimento do YouTube foi inevitável, enquanto alguns
veículos tradicionais com o foco em música foram ficando de lado.Tudo isso é
potencializado com a divulgação de conteúdo que ocorre em compartilhamentos de
redes como Facebook e Twitter.
Como tudo o que a web já
mudou, na música não é diferente: o poder mudou de mãos e, agora, a tendência é
que o público dite o que quer ver ou ouvir, e não o contrário.
Escritores: Wesley Anthony, João Vitor e Jonathan Ebenezer - 1º ano C
Editoras: Ana Clara e Luiza Santana (2º ano B) e Patrícia Raquel (1º ano B)

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