Em
primeira estancia você sabe o que significa a sigla LGBT? Para quem não sabe
LGBT significa lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros. Esse movimento tem
ganhado força nos últimos anos graças a tecnologia atual que aumenta a
quantidade de militância disponível para a população em geral fora a grande
visibilidade que ela causa para o movimento em si e para artista da minoria em
questão.
No
Brasil o movimento apresenta sua história em meados da década de 70, antes de
existe a sigla “LGBT”. Esse movimento se iniciou no auge da ditadura militar,
motivada pelas perseguições e torturas causadas pelo Regime.
Na
atualidade o movimento tem ganhado expansão graças a internet onde no Youtube
uma das maiores ferramentas de conteúdo e entretenimento há diversos canais que
tratam sobre o movimento, de forma a promover a ascensão, a informação
eaconscientização de maneira descontraída e leve porem sem perder a seriedade
em assuntos que demandam isto exemplos de canais que falam sobre isso são:
- · Canal das Bee
- · Poe na roda
- · Mandy Candy
- · Para Tudo
Além
do Youtube é possível ver a proliferação de páginas e grupos de Facebook que
tratam o assunto seja na forma dos memes e até post sobre casos de homofobia.
Temos
uma representatividade grande no meio musica principalmente no meio pop com a
onda de Drag Queen (são personagens
criados por artistas performáticos que se travestem, fantasiando--se cômica ou
exageradamente com o intuito geralmente profissional artístico.)cantora com
as cantoras mais famosas do meio sendo a Pabllo Vittar com grandes hits como: “Todo
Dia”- considerado hino do carnaval 2017-, “K.O”., “Sua Cara” com a cantora
Anitta e seu mais novo single Corpo Sensual, sendo a Pabllo mais voltada para
uma linha do Pop funk que vem surgindo no Brasil nos últimos anos apesar de seu
álbum “Vai Passar Mal” transita por diversos gêneros musicais; temos a Lia
Clark com um som voltado totalmente para o funk com músicas como: “Chifrudo”, “Tome
Curtindo”, “Trava Trava” e “Boquetáxi” bem direcionadas ao funk para pista ao
mais sonoro pra ser dançante sem muita importância com a letra e no meio Drag
temos a Gloria Groove que diferente das citadas anteriormente seu som é voltado
ao Rap sem perde a essência do Pop com músicas com: “Império”,”Gloriosa” e
“Dona” mostrando isso.
Já
que foi citado a Gloria Groove dentro do rap temos o cantor Rico Dalasam e Linn
da Quebrada com rimas pesadas que mostra a realidade de viverem em meios pobres
sendo o primeiro dá cara tapa onde em suas músicas deixa claro ser “bixa preta
mesmo” onde músicas como: “Não deito pra nada”, “Close eu dei” e “Aceite-C”
deixam claro a sua auto aceitação, e a Linn da Quebrada mostra com seu rap e
funks com ser uma Transexual no pais onde mais se mata os mesmo por meio das
suas músicas defende as afeminadas e as travesti isso é claramente perceptível
nas músicas: “Mulher”, “Muito (+) Talento” e “Enviadecer”
Na
MPB, Liniker arrepia com suas músicas originais. Johnny Hooker não decepciona
quando o assunto é sofrência. E é claro que a Daniela Mercury não deixaria
o Axé de fora dessa seleção. Já na Televisão, o programa Amor & Sexo,
apresentado por Fernanda Lima, contribui muito para a desconstrução de
conceitos, ao tratar da temática LGBT, dentre diversas temáticas, de uma forma
educativa, séria e descontraída.
Embora
a internet tenha possibilitado uma nova configuração de interação para a
comunidade, existem lados negativos que devem ser considerados. Por mais que a
internet tenha aproximado o movimento, uma parte dos militantes acabam não
“saindo da rede”, o que dificulta a organização de eventos físicos, não só com
o intuito de lutar pelas pautas, mas também para a integração da comunidade.
Numa outra linha, as redes sociais têm o potencial de expor usuários a níveis
que podem deixar de ser seguros, no sentido de que ainda existem muitas pessoas
LGBT fóbicas que usam a rede para atacar o público LGBT.
Na
linha dos pontos críticos da internet, é importante que haja discernimento
acerca do que é encontrado na web. A famosa “terra de ninguém” permite que
pessoas mal-intencionadas assumam a identidade e os discursos que melhor lhes
forem convenientes. Isso pode ser perigoso, principalmente para o público jovem
que, pela inocência comum da idade, pode ser enganado, manipulado e até
agredido. Dessa forma, até mesmo dentro da comunidade, é importante estar
sempre de olhos abertos e com o senso crítico bem apurado para as inúmeras
informações que são jogadas na rede.
Num
panorama geral, a internet e a tecnologia podem e devem ser usadas cada vez
mais pelo movimento. Ainda há muito a se lutar. Nunca antes o movimento LGBT
conquistou tanto e as conquistas ainda são poucas. As pautas do movimento giram
em torno dos direitos LGBTs que deveriam ser garantidos constitucionalmente,
mas que por uma série de acontecimentos históricos foram cerceados, sem que
haja uma justificativa aceitável num Estado laico e Democrático de Direito.
É o momento de usar a
rede para reafirmar o orgulho LGBT e pressionar o Congresso Nacional, o setor
público e a sociedade para a aprovação de políticas públicas que garantam o
direito de cidadania do público LGBT, exigindo o respeito e criminalizando
qualquer tipo de discriminação motivada por orientação sexual e por identidade
de gênero. A comunidade deve adentrar na política, elegendo políticos que
vistam a camisa do movimento, levantando a bandeira da diversidade. Nesse
caminho, as próximas gerações poderão viver com mais harmonia, bem-estar e
respeito, tornando o Brasil um país mais diversos e justo.Escritor: Danilo Santana
Editoras: Ana Clara e Luiza Santana (2º ano B) e Patrícia Raquel (1º ano B)

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