O trabalho enfoca,
basicamente, aspectos relacionados com a história da agronomia, a evolução das
práticas agrícolas e os fatores econômicos responsáveis pela adoção dessas
práticas. A utilização predominante da química agrícola e a preocupação de uma
análise científica com as recomendações feitas para a agricultura orgânica ou
biológica
especulativo, em relação à
agricultura europeia, onde o relacionamento entre o homem e a terra era marcado
por profundo respeito. Menciona o uso da fertilização química e da
simplificação do sistema de cultivo através da dispensa de técnicas de
conservação e melhoramento do solo. Destaca, em análise crítica, a agricultura
brasileira, similar à americana no seu aspecto altamente especulativo e na
ausência de campesinato como o europeu, detendo-se, principalmente, na pesquisa
agrícola do cerrado.Com base em resultados obtidos pelo Centro de Pesquisa
Agropecuária dos Cerrados, apresenta soluções técnicas para problemas como:
baixa fertilidade dos solos, disponibilidade de água, conservação do solo e
controle de pragas.
·
Primeiros
avanços
Diversos avanços têm sido
constantemente utilizado na agricultura, proporcionando ótimos ganhos de
produtividade, facilitando a gestão e diminuído diversos custos.O primeiro
grande avanço na agricultura foi o uso do GPS que possibilitou a entrada de
outras tecnologias como o emprego de novas máquinas guiadas por
computador/satélite.Tratores guiados por GPS para plantação de sementes,
aplicação de pesticidas e principalmente nos processos colheita possibilitam
ganho de performance e redução dos tempos de parada.O uso de sistemas
integrados foi outra grande inovação dos últimos anos. A possibilidade de
acessar todos os dados e visualizar diversos KPIs através de qualquer
computador, ou simplesmente pela tela do smartphone, permitiu aos gestores um
controle total de toda a plantação.
O último grande salto tecnológico do setor
agrícola foi a introdução de drones em diversos processos. O uso destas
pequenas aeronaves não tripuladas permite monitoramento aéreo em tempo real dos
processos de colheita e sensoriamento remoto mais acessível quando comparado ao
realizado por satélites.
·
A
importância
Os grandes agricultores não precisam mais aplicar
água, fertilizantes, pesticidas e alguns insumos uniformemente em toda a
plantação.
Com o uso de
tecnologias é possível utilizar a quantidade mínima requerida em cada área
específica, também se consegue tratar cada planta de maneira única e
diferenciada.
Alguns dos benefícios
que a tecnologia agrícola proporciona são:
·
Aumento da produtividade: com os avanços
consegue-se detectar os gargalos na produção e aumentar o número de plantas por
hectare, elevando assim a produtividade da plantação.
·
Redução do consumo de água, fertilizantes e
pesticidas, que além de proporcionar aumento do lucro permite reduzir o valor
do produto.
·
Diminuição dos impactos ambientais no ecossistema e
menor escoamento de produtos químicos nos rios e lençóis freáticos, tornando o
negócio mais sustentável.
·
Aumento da segurança dos funcionários e dos
processos através de tecnologias altamente confiáveis que reduzem a
probabilidade falhas e erros.
·
Aumento da eficiência sem a necessidade de maiores
gastos para mantê-la — é necessário desembolsar somente para a aplicação da
tecnologia.Detecta a escassez de nutrientes no solo e apresenta de maneira
assertiva a quantidade de nutrientes e fertilizantes que precisam ser
adicionados ao solo (a partir do uso de
Drones)
Possível resumo
O crescimento da população mundial, a melhoria da
sua renda e a contínua inclusão de pessoas no mercado, fenômenos que vêm
ocorrendo principalmente nos países em desenvolvimento, bem como a demanda por
produtos de qualidade e que atendam ás exigências de preservação ambiental,
serão forças norteadores das atividades agrícolas futuras.
Ressalta-se o papel relevante a ser desempenhado
pelo conhecimento e pela tecnologia, para a consolidação das cadeias produtivas
referentes aos produtos oriundos dos sistemas de produção agrícola.
Além de discutir o papel da ciência e da
tecnologia, como elemento a fazer frente ao desafio imposto pela sociedade
moderna, este trabalho se propôs a elencar e a discutir outros fatores, que
desempenharão papel de importância na construção da futura agricultura.
O novo papel da agricultura
O papel a ser representado pela agricultura do
futuro ultrapassará substancialmente aquele tradicionalmente observado, e
exigirá esforço conjunto dos setores público e privado. De acordo com Lal
(2007), a agricultura exercerá papel preponderante e crescente, como solução
para numerosos problemas ambientais, tais como a mitigação dos efeitos das
mudanças climáticas, o enriquecimento da biodiversidade e o sequestro de
carbono da atmosfera.
Nesse contexto, a pesquisa agrícola terá papel
preponderante no sentido de oferecer tecnologias que assegurem a consolidação
de sistemas agrícolas. Esses sistemas, por sua vez, terão de atender ao aumento
da demanda por alimentos de alta qualidade, ao mesmo tempo que deverão induzir
a redução do uso de insumos, principalmente os químicos, e terão de adotar
práticas que contribuam para a manutenção e até mesmo para o enriquecimento dos
recursos naturais. Em maior ou menor grau, tais sistemas de produção deverão
atender aos seguintes requisitos:
•
Fazer uso intensivo de
conhecimento e tecnologia, a serem conduzidos de forma integrada com cadeias de
produção sustentáveis, e, consequentemente, alinhados com as demandas dos
líderes das cadeias de valor. Nesse aspecto, desempenharão função importante as
denominadas novas biotécnicas, a nanotecnologia e a instrumentação inteligente.
•
Atender às recomendações das
Boas Práticas de Produção.
•
Integrar-se às redes sociais
direcionadas à agricultura, as quais, por sua vez, ocuparão função importante
na integração e na ampliação de negócios, bem como na disseminação de ideias,
conhecimentos e tecnologias para as cadeias de produção.
•
Responsabilizar-se pela
observância da soberania alimentar, oferecendo, ao mesmo tempo, alimentos
seguros e funcionais, e contribuindo para o bemestar da população rural, para a
saúde e para a redução de riscos para as populações urbana e rural.
•
Contribuir para o bem-estar da
população urbana, sendo ainda instrumento efetivo de garantia de segurança
alimentar.
•
Usar eficientemente os recursos
naturais, assegurando, além de sua conservação, a exploração racional da
biodiversidade, sendo fortemente estruturados em tecnologias que garantam a
mitigação e/ ou a adaptação às transformações impostas pelas mudanças
climáticas globais.
•
Tomar como base as
características locais e regionais, buscando a redução da pressão sobre novas
áreas, além de prover serviços ambientais de qualidade.
•
Contribuir para a melhoria da
qualidade de vida e de renda dos produtores.
•
Orientar-se por recursos
humanos mais qualificados, com capacitação em gestão e informática, de modo a
facilitar a gerência dos novos sistemas produtivos que surgirão.
Ser capaz de agilizar o
processo decisório, permitindo um melhor planejamento das atividades
agropecuárias, bem como a otimização da aplicação dos conceitos embutidos
nesses sistemas.
Desafios para a pesquisa agrícola
O cenário mundial de aumento da demanda por alimentos com
sustentabilidade projeta com clareza a necessidade de a ciência continuar a
empenhar-se em áreas estratégicas, como:
a) incremento da produtividade de forma sustentável, com uso
eficiente dos recursos naturais, inclusive dos genéticos;
b) segurança alimentar, procurando mecanismos que
contribuam para facilitar o acesso à tecnologia por parte da agricultura de
pequeno porte (nesse aspecto, a extensão rural e a transferência de tecnologias
têm papéis fundamentais);
c) melhoria da qualidade nutricional dos alimentos e oferta
de alimentos seguros (com ênfase na redução de contaminantes na produção),
aperfeiçoamento dos meios de transporte e das técnicas de armazenamento e de
processamento;
d) ampliação do entendimento e do uso de sistemas integrados;
e) defesa sanitária;
f) redução de perdas
pós-colheita, focando em embalagens, em armazenamento, em processamento e no
aumento da vida de prateleira.
Assim, algumas vertentes de atuação precisam receber atenção especial.
Pesquisa em genética e recursos genéticos
A despeito dos avanços promovidos pela genética, a pesquisa nessa área
do conhecimento é uma questão que merece ser encarada de maneira estratégica. A
transformação no cenário mundial do setor de commodities agrícolas – que tem
resultado no controle do mercado por grandes conglomerados – sugere que as
instituições de pesquisa agrícola do Brasil, como a Embrapa, devem concentrar
esforços e competências em focos bem definidos e que sejam capazes de criar,
para o País, condições necessárias para equilibrar o mercado, ao mesmo tempo em
que ofereça, aos produtores nacionais, opções de produção de forma competitiva.
Conforme se observa no mercado de commodities, a oferta de novas
cultivares dos grãos mais consumidos no mundo está em poder de seis grandes
empresas. Na área animal, predominam, nas empresas transnacionais, os avanços
na genética de aves, seguida pela genética de suínos. Na genética de gado de
leite e, em menor grau, mas crescendo rapidamente, nas atividades de gado de
corte, observa-se o fortalecimento da participação de empresas transnacionais,
tanto na genética quanto no processamento e na distribuição.
Além disso, pode-se esperar que a participação dessas grandes empresas
nos negócios da genética bovina deva crescer, com a intensificação do uso da
seleção genômica. Nesse contexto, considerando-se as tecnologias agrícolas como
bem públicos e a oferta de alimentos como tema de soberania nacional, é
fundamental que instituições públicas de pesquisa agrícola desempenhem a função
de reguladores de mercado, para assegurarem.
Escritores: : Beatriz Silva dos santos e Vitória S.A. Cassimiro (1º ano C) e Fyanma
Andrade (1º ano B)
Editoras: Ana Clara e Luiza Santana (2º ano B) e Patrícia Raquel (1º ano B)
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